IPCA da capital apresentou alta de 0,56% na segunda quadrissemana de novembro de 2024, diz Ipead
A inflação em Belo Horizonte, medida pelo UPCA da Fundação Ipead, já acumula alta de 7,31% entre janeiro e novembro, considerando as prévias das primeiras semanas do mês. A base de comparação é diferente, mas, o índice na capital mineira está maior do que o consolidado nacional, medido pelo IBGE. Entre janeiro a outubro, o IPCA nacional acumula alta de 4,76%.
A pesquisa conduzida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead) revela que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da cidade de Belo Horizonte apresentou alta de 0,56% na segunda quadrissemana de novembro de 2024. Este resultado representa uma desaceleração em relação à quadrissemana anterior, quando o IPCA apresentou alta de 0,60%, e uma aceleração em comparação ao mês anterior (0,48%). No decorrer deste ano, o IPCA de Belo Horizonte registra um aumento acumulado de 7,31%, enquanto nos últimos doze meses a alta é de 7,89%. Também em comparação ao mesmo período do ano anterior houve aceleração, pois o IPCA havia registrado alta de 0,33% na segunda medição de novembro de 2023.
Segundo o Ipead, o grupo alimentação, como um todo, apresentou alta (1,44%) no custo médio na segunda semana de novembro, desacelerando tanto em relação à quadrissemana
anterior (1,68%), quanto em relação ao mesmo período do mês anterior (1,79%) (Tabela 2). Essa desaceleração ocorreu pelo movimento da alimentação na residência (1,63%), uma que a alimentação fora da residência apresentou aceleração de seu custo médio (1,22%) em relação às semanas anteriores. No subgrupo alimentação na residência, todos os itens apresentaram alta nesta quadrissemana. O item alimentos em elaboração primária apresentou alta de 3,95%. O item alimentos industrializados apresentou aumento de 0,65% e os alimentos in natura, 0,28%. Entretanto, todos os três itens apresentaram alta menor do que a observada no mesmo período do mês anterior.
Já o subgrupo alimentação fora da residência apresentou alta de 1,22%, o que representa uma aceleração em relação à quadrissemana anterior (1,03%) e também em relação ao mesmo período do mês anterior (0,84%). O item alimentação em restaurante apresentou nova alta (1,50%), se elevando quando comparado a semana anterior (1,17%) e ao período equivalente do mês anterior. O item bebidas em bares e restaurantes apresentou nova queda (-1,85%), a quarta queda semanal consecutiva. O grupo produtos não alimentares apresentou variação positiva de 0,37%. Esse resultado ocorreu devido às altas de preços médios de dois dos seus subgrupos: habitação (0,54%) e pessoais (0,50%). Já o grupo Produtos administrados apresentou leve queda (-0,01%) em relação à quadrissemana anterior.
Em termos dos produtos/serviços específicos que se destacaram neste período, as maiores altas ocorreram em dentista (7,65%) e excursões (2,67%). As maiores variações negativas de preços médios foram em banana prata, cerveja em supermercados e perfume, que apresentaram diminuição do preço médio.
Fonte: Jornal O Tempo – caderno de Economia – Publicado em 22/11/2024.